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Mostrando postagens com o rótulo politica

PAREM

Parem de misturar religião com eleição, parem de usar igreja como palanque. O debate é político, é sobre economia, saúde, educação, segurança, meio ambiente, ciência, tecnologia. É sobre governo, gestão pública.  Parem. O debate não é sobre fé, crença, descrença, Bíblia. É sobre a Constituição Federal. É sobre fome, desemprego, miséria, democracia, injustiças, desigualdade social.  Parem. O debate não é sobre Deus e o diabo, céu e inferno. É sobre gente, de carne e osso. É sobre o povo que tem mais osso e menos carne na mesa e no corpo. Parem de usar o nome de Cristo como cabo-eleitoral. O debate não é sobre Jesus. É sobre o homem imperfeito que deve ser eleito presidente, capaz de governar com respeito e compaixão. Não é sobre católicos e evangélicos, é sobre brasileiros. O debate é sobre quem não pode governar apenas para os iguais, mas também para os diferentes. Parem de sabotar o debate político-eleitoral. Parem de sabotar o soberano exercício democrático. O Estado é laico...

Acabou a corrupção

Presidente, qual a avaliação que o senhor faz sobre a decisão do STJ que anulou a quebra de sigilo fiscal e bancário do seu filho Flávio no processo das rachadinhas? “Acabou a entrevista”, disse o irritado presidente, antes da pergunta ser concluída, fugindo apressadamente do local da coletiva.  Agora, vamos entender por que a pergunta ficou sem resposta. O esquema de corrupção comandado por Flávio e Queiroz, que tem um chefe oculto que todos nós sabemos quem é, Mané, é uma das coisas mais óbvias do mundo político. Da Câmara Municipal ao Senado. Da direita, do centro e da esquerda.  Funciona assim: o parlamentar embolsa parte do salário dos servidores do seu gabinete. Dinheiro público desviado para o uso pessoal do parlamentar. Assim, financia sua campanha eleitoral, compra cabos eleitorais, votos, imóveis, automóveis, lojas de chocolate, viagens de turismo, enfim, engorda seu patrimônio pessoal e muitos ficam milionários. Como cadeia não foi feita para ricos e poderosos, o pa...

Quem vai para o lixo da história?

Um dos “jênios” do universo paralelo fake bolsonarista, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, foi ao Twitter dizer que o fim da era dos megassalários dos jornalistas da Globo era fruto do trabalho do seu pai. Ele insinua que, ao fechar as torneiras do dinheiro público, como se isso fosse verdade, os jornalistas da emissora passaram a odiar Jair Bolsonaro. Para variar, a conclusão do deputado é a velha estratégia de tentar criar um fato em cima de algo que, aparentemente, poderia fazer bastante sentido. O problema, para ele, é que os fatos são capazes de desassociar a expectativa da realidade, a mentira da verdade, a insinuação da notícia. Deputado, agora vamos aos fatos. A  TV Globo faturou R$ 9,679 bilhões em 2019, e a estimativa para 2020 é de R$ 9,7 bilhões – os dois anos da ‘já era Bolsonaro’. A mudança na política salarial da empresa não tem nada a ver com teu pai, criatura. Tem a ver com o mercado. O mercado da comunicação, da publicidade, do entretenimento, do jornalismo, ca...