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Flávio, pare de mentir

O TSE reconheceu a lisura do resultado da eleição. Foram apenas 34 mil votos após 5h da tarde. Destes, apenas 5 mil foram de pessoas que chegaram pra votar após o horário tradicional.  Lula venceu com 4,4 milhões de votos a mais. Ou seja, o horário estendido não afetou o resultado final da eleição. A decisão do ministro do STF prorrogando a votação até 7h da noite atendeu a dois pedidos, um do PT e outro do PL, o seu partido. Os fiscais do PL não foram retirados da sala-cofre do TSE. Porque eles nunca entraram lá. Nenhum fiscal de nenhum partido tem acesso. Os fiscais do PL acompanharam a totalização e a divulgação do resultado no TSE, em iguais condições dadas aos fiscais do PT.  Flávio, respeite a democracia. Respeite o povo brasileiro. Respeite a vontade popular. Allysson Teotonio Jornalista
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Informação é liberdade

Você talvez já deve ter visto várias postagens nas redes sociais com este infeliz argumento: “Se você vota no mesmo candidato que os presos votam, não pode reclamar da violência no país”. É óbvio que esta seletiva e equivocada interpretação surgiu do bolsonarismo, né? Claro. O infeliz argumento nasce do fato de Lula ter obtido 72,6% dos votos na eleição de 2026 nas unidades prisionais brasileiras. Recebi o ‘meme’ de um eleitor de Flávio Bolsonaro e, obviamente, não engoli a provocação. Fui em busca de informações sobre o resultado das eleições nas unidades prisionais e, como eu já esperava, há muita coisa escondida embaixo do tapete pela propaganda bolsonarista. Vamos aos fatos. O Brasil possui 964.668 pessoas presas em penitenciárias e delegacias, conforme dados atualizados e validados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Desse total, segundo o TSE, apenas 12.817 eleitores estão habilitados para votar em unidades prisionais em 2026. Detalhe importante: além de presos, também vo...

Não foi somente agito

Conheci Anchieta Maia quando eu tinha uns 16 anos, eu era aluno do colégio CA. Já tinha decido fazer vestibular para jornalismo e era vocalista da banda de rock Anjos do Asfalto. E ele era uma espécie de ‘pop-star’, sempre era visto no CA, aliás, em quase todos os colégios de João Pessoa.  Em uma de suas passagens pelo CA, abordei o tão ‘badalado’ Anchieta Maia, contei brevemente minha ideia e, para minha surpresa, ele foi muito receptivo e disse que eu fosse à redação conversar com Galvão. Eu era fã da revista Bizz, queria fazer algo naquela linha em nível local.  Em poucos dias, eu já estava publicando minha primeira coluna sobre a cena musical, no jornal Moçada que Agita. O editor era o jovem jornalista Walter Galvão. Foi lá onde dei meus primeiros passos no jornalismo, onde também conheci outros jovens jornalistas: José Carlos dos Anjos, Fábio Cardoso e Edinho Magalhães. Bons tempos aqueles. No final dos anos 80, Anchieta criou o Canta Moçada, um evento fundamental para as...

De peito aberto

Era uma terça-feira, não era um dia qualquer pra mim. O sol ainda não havia chegado, mas a minha ansiedade estava reluzente. Cheguei ao hospital às 5:43 da manhã. Era um misto de medo e esperança, e o coração prestes a sair pela boca. No dia 5 de setembro, fui submetido a uma cirurgia no coração. O procedimento (aberto), inevitável para me livrar de um aneurisma na aorta ascendente do coração, aconteceu no John Muir Medical Center, em Concord, Califórnia. A cirurgia foi um sucesso, e o processo de recuperação segue bem, dentro da normalidade. Já estou em casa, após cinco dias hospitalizado. Comandada pelo cirurgião-chefe Murali Dharan, a equipe foi impecável antes, durante e depois da cirurgia.  Ah, é importante voltar alguns anos no tempo pra contar melhor essa história. Descobri o aneurisma em João Pessoa, em 2012, ao fazer exames de rotina. Na época, a cirurgia não era necessária porque o tamanho da dilatação era pequeno.  Durante cinco anos, fui acompanhado pelos médicos A...

PAREM

Parem de misturar religião com eleição, parem de usar igreja como palanque. O debate é político, é sobre economia, saúde, educação, segurança, meio ambiente, ciência, tecnologia. É sobre governo, gestão pública.  Parem. O debate não é sobre fé, crença, descrença, Bíblia. É sobre a Constituição Federal. É sobre fome, desemprego, miséria, democracia, injustiças, desigualdade social.  Parem. O debate não é sobre Deus e o diabo, céu e inferno. É sobre gente, de carne e osso. É sobre o povo que tem mais osso e menos carne na mesa e no corpo. Parem de usar o nome de Cristo como cabo-eleitoral. O debate não é sobre Jesus. É sobre o homem imperfeito que deve ser eleito presidente, capaz de governar com respeito e compaixão. Não é sobre católicos e evangélicos, é sobre brasileiros. O debate é sobre quem não pode governar apenas para os iguais, mas também para os diferentes. Parem de sabotar o debate político-eleitoral. Parem de sabotar o soberano exercício democrático. O Estado é laico...